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Um marco para cinotecnia no caso Vitória Gabrielly

Bazuca da Vila Bloodhound, Max da GCM de Itupeva, Asterix da Vila Bloodhound e Panda da Defesa Civil de Osasco marcaram pra sempre a história da cinotecnia no Brasil.

Trabalharam no caso da Vitória Gabrielly e foram fundamentais na investigação do caso, tendo papel importante no julgamento dos acusados, abrindo precedente para o uso de cães, altamente treinados, em outros casos criminais. Eis a sua história.

Dra. Bruna Racca solicita cães de odor específico a GCM de Itupeva

No dia 10/06 de/2018 por solicitação da Dra. Bruna Racca de Madureira Santos/Max, da GCM de Itupeva são chamados para tentar localizar a menina Victória Gabrielly, desaparecida no dia 07/06/2018 quando foi andar de patins e foi flagrada por uma câmera de segurança de uma residência, na cidade de Araçariguama – SP.

São colhidos pela equipe os odores de um dos suspeitos (Thiago) e de Vitória Gabrielly. O odor de Vitória foi apresentado ao cão Max na rua Espírito Santo, local que ela aparece pela última vez, na filmagem, andando de patins. O binômio Santos/Max seguiu por várias ruas da cidade durante todo o dia. No dia seguinte, próximo a estrada ´´Araçariguama a Pirapora“, Max indica o fim da trilha.

Última imagem de Vitória Gabrielly

Percurso realizado pela Bazuca

As buscas ganham reforços de Bazuca e Asterix

No dia 13 também a pedido da Dra. Bruna e solicitado pelo GCM Santos os cães Bazuca e Asterix da Vila Bloodhound se unem a equipe da Dra. Bruna.

O odor de Vitoria foi apresentado a Bazuca na rua Espírito Santo que seguiu por diversas ruas até um matagal que margeia a Estrada Araçariguama a Pirapora muito próximo ao ponto onde Max tinha negativado.

Devido ao intenso calor paramos para um descanso. Ao voltar para a base para um descanso fomos solicitados para uma verificação de um local onde se suspeitava que a menina pudesse ter sido levada.

Odorologia Forense

Em uma conversa com a equipe da dra. Bruna, estava fazendo um excelente trabalho de investigação, resolvemos fazer um trabalho de verificação em um local que esta equipe suspeitava. Nesse momento havia uma enorme ́ ́perseguição ́ ́ de toda a imprensa brasileira por qualquer movimento dos cães farejadores e segundo esses investigadores isso seria um problema, pois não queriam revelar ainda qual o rumo que a investigação pudesse levar. Era necessário fazer a verificação sem o alarde da imprensa.

 Foi quando usamos a viatura do canil da GCM que estava vazia e uma outra viatura, sem nenhum cão também, e seguiram para o lado oposto da cidade, e toda a impressa foram atrás dessas viaturas, deixando o caminho mais tranquilo para fazer uma verificação sem o alvoroço da imprensa.

Foi então que seguimos para Mairinque/SP. Por volta das 15 horas estávamos no local. O objetivo era verificar se os cães farejadores podiam indicar a presença ou não do odor de Vitória Gabrielly.

Os investigadores queriam saber se a menina esteve na casa de um segundo suspeito: Bruno ´´Mancha´´. Então preparamos a Bazuca uns 30 metros da entrada da casa, por causa da presença da polícia havia diversos moradores na rua e nos portões de suas casas. Foi apresentado novamente o odor de Vitoria Gabrielly a Bazuca que seguiu pela rua e entrou na casa.

Bazuca casa Bruno

Perícia por odor específico da casa de Bruno Mancha

O local era um tereno com várias casas onde morava várias pessoas da família. A Bazuca passou por uma casa deu a volta pelo terreno foi até ao lado de uma bananeira e no local que tinha uma terra remexida ela tentou cavar. Depois seguiu pelo terreno foi até a janela de uma das casa deu a volta e parou na porta. A porta estava trancada e foi solicitada a abertura da mesma. Uma vez aberta, Bazuca entrou pela casa e farejou com bastante entusiasmo a casa toda. Depois voltou para o lado de fora.

Max da GCM de Itupeva

Santos/Max entram em ação

Santos, da GCM de Itupeva dá o start no Max um pouco antes da entrada da casa, Max segue pela rua e entra na casa e vai ao ponto da terra remexida, no mesmo ponto que a Bazuca se interessou e foi finalizado a investigação do local.

 

Cecílio e Panda

Cecílio da Defesa Cívil de Osasco é acionado com sua cadela Panda especialista em odor de cadáver, já experiente com participações em varios casos de busca por odor cadavérico.
Panda seguiu pelo terreno da casa e foi até o ponto de terra remexida próxima a bananeira e acusou o odor de cadáver com sua indicação que é o latido. Com essas 3 indicações foi finalizada a investigação com os cães no local.

Panda

Panda da Defesa Cívil de Osasco

Coletando o odor de Bruno Mancha

Com essas indicações dos cães, se fez necessário a coleta de odor do Bruno. Fernando, Santos e os investigadores solicitam ao Bruno que passasse gazes em várias partes do corpo, cabeça, pescoço e axilas. As gazes foram colocadas em sacos apropriados e identificados.

Bazuca captando o odor específico

Uma vez de posse do odor de Bruno, Fernando, Bazuca e Asterix seguem para o local onde Vitoria foi gravada andando de patins. Na rua Espírito Santo é apresentado o odor coletado a Bazuca que confirma a presença do odor próximo a valeta da rua. O odor também é apresentado ao Asterix que também confirma a presença do odor próximo a valeta e negativo próximo ao ginásio e também negativo na ponta da rua do lado oposto do ginásio.

No dia 14/06 Bazuca verificou a pedido dos investigadores um gol preto em que havia suspeita de ter sido usado no sequestro de Vitoria. Bazuca não acusou a presença de odor, sendo que mais tarde o carro foi descartado como o carro que teria sido usado no sequestro.

No dia 15 havia chegado uma denuncia anônima que a Vitoria teria sido morta na pedreira. Seguimos para o local  Max, Bazuca e Asterix trabalharam na busca. Mas todos eles apresentaram o ´´negativo´´.  E foi encerrada as buscas.

Identificando odor na cena do crime

No dia 16/06, os cães são acionados devido a localização do corpo. O corpo foi localizado encostado a uma árvore a poucos metros da estrada de terra, Foi aguardado o fim do trabalho do IML e da retirada do corpo e por volta das 17 horas o local foi liberado para o trabalho dos cães.

Dra. Bruna solicitou os cães para uma perícia no local pela presença ou não de odor dos suspeitos. Para isso foi apresentado o odor do Bruno a Bazuca na estrada a poucos metros da trilha que levava ao local onde estava o corpo da menina. Bazuca fez o percurso com extrema intensidade levando ao local exato do corpo. O odor também foi apresentado a Adaga conduzida por Paulo Cabral que também acusou o odor de Bruno. Em seguida foi apresentado o odor de Julio ao Asterix que apresentou o negativo para o odor, foi apresentado também o odor de Júlio a Bazuca que também apontou negativo para o odor de Júlio no local.

Dra. Bruna pediu a perícia do odor da mulher de Bruno, policiais civis foram buscar pertences dela e trouxeram até o local. Foi colhido odor de dentro de um dos sapatos com gazes e colocado no saco de coleta do odor e apresentado a Bazuca. Bazuca não deu negativo na estrada. Na trilha próxima ao local do corpo ela apresentou o negativo para o odor.

Momento de descanso durante o caso de Vitória Gabrielly